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Segunda-feira, 18 de Agosto de 2008

Ascenção e Queda da Indústria Nacional de Motociclos

Numa das minhas habituais pesquisas pela blogosfera nacional, encontrei vários blogs dedicados a motociclos de fabrico nacional, dos quais destaco o www.famel.blogspot.com e e o http://motonacional.blogspot.com. São dois blogs que aconselho uma visita, onde para além de podermos encontrar várias informações sobre essa indústria outrora próspera, se podem trocar experiências acerca de modelos, restauros, etc; numa comunidade que se empenha ne preservação destes veículos que já fazem parte da nossa história.

Este facto, cruza-se com a minha experiência pessoal. O primeiro veículo motorizado que conduzi foi uma Famel Zundapp Z3. Tinha 16 anos e não é difícil de imaginar o deslumbramento que me ficou desse sinal de autonomia que era possuir um meio de transporte próprio. Este sentimento foi de pouca dura, porque depressa os amigos do alheio se encarregaram de me retirar o objecto mais precioso. Outras motorizadas e motas se seguiram, mas a minha Famel continua a ser para mim como uma espécie de D. Sebastião em duas rodas.

Contudo, o meu objectivo neste post, não é falar da minha experiência pessoal com motociclos, mas sim da "debacle" da industria nacional ocorrida no dealbar dos anos 90. A sua queda é tão facil de explicar como a sua ascenção.

-Na segunda metade do século XX, a população portuguesa era maioritariamente pobre e analfabeta. Logo, estes veículos, que dispensavam carta de condução (requeriam uma licença camarária, fácil de obter) e eram relativamente baratos, nomeadamente face ao automóvel, constituiam uma alternativa face aos veículos de tracção animal e à bicicleta.

- A rede de transportes públicos era pouco mais que insipiente. Fora de de Lisboa e Porto, as camionetas de carreira não cobriam as necessidades das populações, principalmente nas pequenas deslocações quoatidianas.

-As pautas alfandegárias criavam grandes constrangimentos à importação de produtos estrangeiros. O mercantilismo de Salazar tinha por base a auto-suficiência face ao exterior. Franco, em Espanha, fazia o mesmo, onde através da replicação peça por peça (até do nome) dos veículos FIAT, criou a SEAT. 

Com este cenário, estavam criadas as condições para o aparecimento de uma indústria de motociclos, proliferando marcas como a Famel, Casal, EFS, Macal, entre outras.

Até à década de 80, do século anterior, esta indústria não teve grandes dificuldades em sobreviver, nomeadamente graças à ausência de concorrência externa. Esta situação acabou por constituir um anestesiante, porquanto que não conduziu à inovação nem do ponto de vista mecânica, nem ao nível de design e "Marketing".  O 25 de Abril de 1974 e a subsequente entrada na economia de mercado em pleno consulado "Cavaquista,"  apanhou este sector mal preparado para fazer face à  concorrência externa, nomeadamente de motociclos japoneses e italianos. 

Com a entrada destes veículos em Portugal, ainda se registaram algumas tentativas para criar produtos que fossem competitivos face aos novos players deste mercado. Li no blog www.famel.blogspot.com  num post de Ricardo Moreira, que foram criados alguns modelos inovadores, entre os quais a Famel Electron, movida a electricidade. No entanto, nessa altura, provavelmente já não existia "músculo financeiro" para a sua produção e para montar uma estratégia de Marketing eficaz.

Avanço que estes novos modelos foram uma "fuga para a frente" numa altura em que o sector já estava "estrangulado". Provavelmente se esta política tivesse sido seguida 10 anos antes, ainda em tempo de prosperidade, talvez ainda hoje teríamos uma indústria nacional de motociclos.

A actual conjectura externa, com o espectro das alterações climáticas e da alta do preço do petróleo, constitui um incentivo ao aparecimento de veículos de duas rodas (e não só) movidos a energia eléctrica, da mesma forma que nos anos 60 a fraca mobilidade levou à proliferação de motociclos. Se conjugarmos este cenário com o nosso clima ameno, penso que um veículo eléctrico nacional teria todas as condições para vingar.

Quem sabe se nas degradadas instalações da Famel em Águeda? No entanto enquanto não temos novos motociclos, resta-nos preservar os antigos, pelo que saúdo esta comunidade, prometendo uma breve adesão, assim encontre uma "50" nacional a um bom preço e que não me exija um restauro muito complexo.

 

publicado por Rui Romão às 08:13
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