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Quarta-feira, 19 de Novembro de 2008

Ser Português

 

 

 

Já referi várias vezes a particularidade, quase contra-natura, da existência de um país independente na faixa ocidental da Península Ibérica. Fomos os únicos que resistimos à força aglutinadora castelhana e que, não satisfeitos, ainda tivemos força para deixar a nossa marca por esse mundo. Como foi possível a um povo pouco numeroso, num contexto de guerras constantes pela manutenção da sua independência, a capacidade para embarcar nas naus e rasgar esses oceanos em procura de povos para evangelizar e produtos para comerciar? Como escreveu o saudoso Padre António Vieira, "... um palmo de terra para nascer, o mundo inteiro para morrer".

Como foi possível ? É a questão que os historiadores, sociólogos, politólogos e outros sábios têm colocado ao longo dos séculos. Com foi possível a um povo tão pequeno ter sido tão grande? A resposta é simples. Como os homens, também os povos não se medem aos palmos. O legado de bravura que nos foi deixado desde os tempos do nosso primeiro Rei ainda hoje vem à superficie quando é necessário realizar tarefas hérculeas, como seja uma Expo 98 ou um Europeu de Futebol.

É por respeito a esse legado e pelos portugueses que deram a vida para que hoje falássemos a nossa língua, tivessemos os nosos costumes, as nossas tradições, no fundo a nossa identidade. É por isso que não me canso de exaltar os feitos heróicos da nossa gente que tanto nos orgulham e engrandecem.

E como é que isto começou? Os pretensos antepassados dos Portugueses, os lusitanos, que fazem parte do nosso imaginário colectivo, principalmente o valente "Viriato", pouca afinidade têm com o território de Portugal desbravado por D. Afonso Henriques. Ao contrário do que se pensa, não seriam autóctones, mas um povo indoeuropeu que se estabeleceu numa península despovoada. Os Lusitanos foram subjugados pelo Império Romano (após inusitada réplica que muito surprendeu os exércitos romanos) e passaram-se mais de XI séculos, sem qualquer continuidade. Oliveira Martins, que dizia que na Serra da Estrela (precisamente onde, comprovadamente, nasceu e viveu Viriato) vivia o verdadeiro português, por contraste com o celta nortenho ou o serraceno sulista, foi apenas mais um difusor desta teoria. O que é certo é que, após a já referida invasão romana, tivemos as invasões bárbaras, deste os alanos, vândalos, e suevos e mais tarde o dominio visigótico até à tomada da península pelos serracenos do norte de África em 711.

Os próprios príncipes da reconquista, entre os quais o nosso D. Afonso Henriques, eram de origem estrangeira. Nas veias de D. Afonso Henriques corria o sangue do ducado de Borgonha, onde uma população de origem germânica se distinguia pela sua robustez física. Foi essa compleição física e o seu denodo que espalhou o terror pelos seus inimigos e ajudaram a criar um reino que chegou à condição de potência à escala planetária.

Foi a força deste Homem, cujo nome era suficiente para vencer batalhas, e pela sua aura de invencibilidade que grangeara, que nasceu este reino. É certo que D. Afonso Henriques, não o fez sozinho. É da mais elementar justiça citar alguns homens valentes como ele, que hoje seriam facilmente catalogados como gente "pouco recomendáveis". Lembremo-nos pelos nomes como ficaram conhecidos: o "Braganção", o "Sousão", o "Espadeiro", o "Lidador" e o "Geraldo Sem Pavor", entre outros. Mas foram estes homens com a sua valentia que rasgaram este país enos deixaram  um legado que nos cumpre respeitar.

Do primeiro para o último rei, ficam as sempre reconfortantes palavras do Rei D. Manuel II, que não obstante o sofrimento imposto por alguns dos seus conterrâneos, sempre dedicou um amor exacerbado pela sua "amada pátria": "sou português e selo-ei sempre. Posso abdicar de todos os meus títulos, menos deste". 

 

Também eu reservo à minha amada Pátria um amor exacerbado. Um amor genuíno, sem pretender nada em troca a não ser o privilégio de ser português. E esse privilégio devo-o a D. Afonso Henriques e à sua horde.

publicado por Rui Romão às 17:02
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1 comentário:
De zé Pikeno a 22 de Novembro de 2008 às 03:02
Faço minhas as tuas palavras...
abraço.

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