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Domingo, 23 de Novembro de 2008

A Faceta Humanista de Dom Afonso Henriques

 

Não é meu hábito escrever dois post seguidos sobre a mesma pessoa. Esta minha regra "implícita" apenas cede a excepções quando falo de  Eça de Queirós e do homem que deu o seu nome a este blog.

No texto anterior, referi-me à tenacidade de D. Afonso Henriques e aos homens que o ajudaram a forjar este Reino. Confesso que, ao reler o post, fiquei com uma sensação de ingratidão para com o nosso primeiro Rei. Poderei ter sugestionado que D. Afonso era um cruel, anti-semita, "arabofóbico", que não olhava a meios paa atingir os seus fins. O próprio confronto com os exércitos de sua mãe e de Fernão Peres de Trava, e as lendas do encarceramento, poderão dar um retrato que me parece injusto.

É certo que factos são factos, e o que estes nos dizem é que estas batalhas tiveram lugar. Os protagonistas de cada lado também não levantam grandes dúvidas aos historiadores. Difícil, é  determinar o lugar, a formação de exércitos, as tácticas utilizadas e as motivações por detrás do conflito.

Para citar dois exemplos, ainda não se sabe ao certo onde teve lugar a batalha de São mamede, embora a opinião, quase unânime, aponte para uma localidade na periferia de Guimarães chamada Creixomil. Quanto à Batalha de Ourique, a situação é mais difícil. A Corte estava em Coimbra, mas o castelo de Leiria tinha sido conquistado pelos cristãos. Como seria possível deslocarem-se até ao Alentejo, em pleno coração Almorávia, numa viagem que se estima em mais de 20 dias sem serem detectados? Por outro lado, caso se tratasse de um fossado (guerra relâmpago com pequeno contingente) teria importância suficiente para contar com a presença de D. Afonso Henriques, que se declarou Rei nessa mesma batalha? São interrogações para as quais não existem respostas definitivas.

Antes de tirarmos conclusões apressadas, convém referir que muita da sua carga mistico-lendária de "matamouros" foi construída à posteriori, tal como a lenda da aparição de Jesus Cristo na Batalha de Ourique (precisamente no dia 25 de Julho, dia de Sant'iago). O que os factos nos demonstram é que D. Afonso Henriques era um homem tolerante. No seu governo, a "pasta" do tesouro era ocupada por um judeu, tendo sempre protegido as populações, inclusivamente na Tomada de Lisboa, onde teve que refrear os ânimos dos Cruzados que o ajudaram nesta empresa. A atestar esta abertura, chegou mesmo a negociar um pacto com Ibn Quasi, um berbere que chefiava um grupo - os Muridinos -  que se opôs aos Almorávidas e depois aos Almoadas, chegando a dominar uma parcela significativa do sul peninsular.

No seu selo, que hoje figura nas moedas - a cruz e a rosa -  simboliza-se uma dualidade entre a cruxificação, literal como jesus Cristo ou metaforicamente no percuso individual de cada um, e a rosa, sinal de beleza e de um mundo melhor, seja ele terreno ou espiritual. Penso que D. Afonso Henriques  acreditava nessa dualidade e com ela viveu uma vida de desafios, mas isso nunca o cegou ao ponto de não compreender a dimensão humana e a importância da vida, seja ela cristã, moçarabe, berbére ou semita. 

publicado por Rui Romão às 19:20
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