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Domingo, 11 de Janeiro de 2009

Os Despojos do Império Otomano e a Actualidade

Já escrevi, mas volto a reafirmá-lo - temos que ir ao passado para compreender o presente. Este pensamento vem a propósito do desencadear de uma nova crise no médio oriente, num confilito armado entre o partido-milícia "Hamas" e o Estado de israel. Em 1996 foi o desencadear do conflito nos Balcãs. Um Estado multi-étnico mantido coeso sob o punho de ferro do general Josip Tito, mas que não resistiu à queda do muro e à implosão da URSS.

Aparentemente, estes dois conflitos não estão relacionados. Geograficamente distantes, culturalmente idem. Mas estão. Ambos são resultado da queda do Império Otomano, cuja desagregação em 1922 veio dar origem a diversos conflitos que ainda hoje persisitem. O conflito nos balcãs resulta da diversidade étnica e cultural que marcou ao longo dos tempos esta região. Esteve sob o controlo do Império Otomano, mas sempre em conflito com a população eslava e com o poderoso Império Austríaco. O fim da primeira Guerra Mundial, marcou também o fim da presença turca. A península balcânica une-se em torno de uma nova entidade - o Reino da Juguslávia - composto por sérvios, croatas e eslovenos. É certo que no seu interior incluem minorias, nomeadamente muçulmanos de origem albanesa, que seria o rastilho para os graves acontecimentos na fase de transição de um Estado Comunista para a Democracia. 

Com a Segunda Guerra Mundial este Estado é invadido pelas potências do eixo, representando a "libertação" por parte das forças soviéticas o início de uma ditadura Comunista, com a anexação da Bósnia Herzgovina, Macedónia e Montenegro. Com a Democracia, veio também a desagregação desta unidade, onde se cometeram atrocidades típicas em momentos de afirmação de identidade. O nacionalismo exacerbado, exclui tudo o que seja desviante face à auto-imagem idealizada para o futuro do Estado e daí até ao genocídio de minorias, como se verificou no Kosovo, foi um passo. A intervenção da NATO veio pôr um ponto final à tragédia, no entanto o clima de tensão continua, como o prova a recém declaração unilateral de independência do Kosovo (constituído por uma maioria muçulmana de origem albanesa) que despoletou uma enorme onda de protesto na Sérvia.

No caso do médio-oriente, a situação apresenta contornos diferentes, embora na génese esteja igualmente a desagregação do Império Otomano como consequência da sua derrota na Primeira Guerra Mundial. A recém-criada Sociedade das Nações emitiu mandatos de administração a favor de Ingleses e Franceses, naquilo que hoje podemos designar como uma nova fase na política de colonização por parte dos povos europeus. O território da Síria coube à França, ao passo que a Palestina e Iraque ficaram sob a alçada britânica.

Nessa altura dá-se um recrudescimento de um movimento que reclama uma pátria para os Judeus na Palestina. Apoiados pelo forte lobby judeu, que ainda hoje é fortíssimo nos EUA e que outrora fora muito preponderante na Rússia e na Europa central. Têm na Declaração de Arthur Balfour, em 1917, um forte impulso para um movimento designado de Sionismo que culminaria em 1948 com a  criação do Estado de Israel.

O resto é sobejamente conhecido. Os vizinhos Árabes aliam-se contra o inimigo semita, que coloca de parte qualquer tentativa de anexação com a Guerra dos Seis Dias em 1967, onde vence a oposição concertada de Egipto, Jordânia e Síria. Os ganhos territoriais foram enormes. Conquistaram a Faixa de Gaza  e a Península do Sinai ao Egipto (esta última apenas devolvida em 1982), os Montes Golã à Síria e passaram a controlar a Cijordânia, nomeadamente Jerusálem, cuja importância simbólica foi um marco para o Estado de Israel.

Desde então, sudedem-se os líderes Árabes, os Primeiros-Ministros de Israel e os Presidentes norte-americanos e o conflito parece, cada vez mais, dar razão a quem diz que é um problema sem solução.    

Tomara que esteja enganado.

publicado por Rui Romão às 18:14
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