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Sábado, 10 de Janeiro de 2009

O Nosso Património

 

Foi com o coração a sangrar que li a manchete do Expresso de 3 de Janeiro de 2009 " Um terço do património UNESCO em Portugal em risco de derrocada".

Não é que tenha ficado admirado, pois tenho tido oportunidade de o comprovar ao longo das inúmeras viagens que realizo, mas a dimensão do problema ultrapassa o limite do obsceno.

Nos últimos 150 anos, apenas se verificaram duas intervenções de fundo no nosso património arquitectónico. Na segunda metade do século XIX, com o Rei D. Fernando (que chegou a salvar in extremis a Custódia de Belém de Gil Vicente, que se preparava para ser fundida) e com Oliveira Salazar, no âmbito das comemorações de 1940.

Desde então, o nosso património continua a deteriorar-se perante o olhar impávido e sereno dos sucessivos ministros da Cultura, eles próprios instalados num palácio que ainda está por concluir.

Nem se trata apenas de uma questão sentimental, embora estes monumentos façam parte da nossa identidade, e como tal são um importante pólo cultural da portugalidade. Mesmo que o argumento cultural, considerado por alguns sectores da classe política "dispiciente", não fosse suficiente, vejamos a dimensão económica. Sendo Portugal um país que aposta forte na maior indústria do mundo, que como se sabe é o Turismo, haverá alguém que duvide que o património edificado é a maior atracção que o país tem para oferecer? 

Continuaremos nós a apostar num turismo de massas, o típico "sol e praia" sinónimo de um turista indiferenciado, facilmente superado por qualquer república das bananas, em detrimento de um turismo de qualidade, vocacionado para uma camada culta, que procura aquilo que só pode encontrar num determinado país.

Provavelmente, quando nos apercebermos da importância desta mina de ouro que deixámos ruir, já não teremos outra forma de recordar que não seja por foto. E aí, realizaremos que mais valia apostar na recuperação do nosso património do que em pontes para o Barreiro, ou em aeroportos para Alcochete.

Mas aí será tarde demais. 

 

publicado por Rui Romão às 18:42
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