. O 4 de Julho

. O ABC da Lealdade

. Viva o 25 de Abril...de 1...

. Mário Soares e a III (ou ...

. A Revolução de 1820

. O Longo Processo de Recon...

. A Maldição dos Primogénit...

. Uma Andaluza à Frente dos...

. A Páscoa

. O Herói dos Heróis

.arquivos

. Setembro 2013

. Agosto 2013

. Junho 2013

. Abril 2013

. Março 2013

. Fevereiro 2013

. Janeiro 2013

. Dezembro 2012

. Novembro 2012

. Outubro 2012

. Agosto 2012

. Julho 2012

. Junho 2012

. Abril 2012

. Março 2012

. Fevereiro 2012

. Janeiro 2012

. Dezembro 2011

. Novembro 2011

. Outubro 2011

. Setembro 2011

. Agosto 2011

. Junho 2011

. Maio 2011

. Abril 2011

. Março 2011

. Fevereiro 2011

. Dezembro 2010

. Novembro 2010

. Setembro 2010

. Agosto 2010

. Julho 2010

. Maio 2010

. Abril 2010

. Março 2010

. Fevereiro 2010

. Janeiro 2010

. Dezembro 2009

. Novembro 2009

. Outubro 2009

. Setembro 2009

. Agosto 2009

. Julho 2009

. Junho 2009

. Maio 2009

. Abril 2009

. Março 2009

. Fevereiro 2009

. Janeiro 2009

. Dezembro 2008

. Novembro 2008

. Outubro 2008

. Setembro 2008

. Agosto 2008

. Julho 2008

. Junho 2008

. Maio 2008

. Março 2008

. Fevereiro 2008

. Outubro 2007

. Agosto 2007

. Junho 2007

. Maio 2007

. Abril 2007

. Março 2007

. Outubro 2006

. Agosto 2006

. Junho 2006

. Maio 2006

. Abril 2006

. Março 2006

.contador

Domingo, 4 de Outubro de 2009

Breve História do Comunismo - Da Queda do Muro aos Nossos Dias

 

 

Após a era Brejnev - que perdeu o poder  na urna em 1982 (entenda-se urna funerária) o Comite Central continuou a apostar na gerontocracia da linha do lider expirado. Primeiro com a "eleição" de Andropov, que morreu poucos meses depois, seguindo-se Chernenko que não durou muito mais. Quando se perdia mais tempo em funerais de Estado do que a nomear presidentes, a Nomenklatura escolheu um político mais jovem, de seu nome Mikhail Gorbatchev.

Gorbatchev era um bom analista. Apercebeu-se de que a URSS não podia insistir no mesmo modelo. No fundo o que Lenine tinha feito nos anos 20 e que levou ao NEP. Gorbatchev também tinha o seu "NEP", e que se  baseava sobretudo em dois conceitos: Glasnost e Perestroika.

O Glasnost - que literalmente significa transparência - tinha como objectivo estreitar as relações com o povo, através de uma governação mais transparente e participativa.

A Perestrokia significava a restruturação de todo o aperelho de Estado, nomeadamente do ponto de vista económico, conducente a um socialismo com uns laivos de capitalismo, por forma a construir um modelo que permitisse a sobrevivência da URSS.

Não se pode dizer que Gorbatchev tenha sido um grande Estadista. Bem pelo contrário, permitiu, com uma política ambígua e sem um caminho claro, que após a queda do muro se sucedessem as dissensões para lá da muralha de ferro. Desde logo na Polónia, onde o Comunismo sucumbiu com a acção determinada do Solidariedade de Walesa.

Perante o cenário de desintegração, a letargia do líder foi ainda mais evidente, tornando-se claro que o regime, à imagem do líder, tinham chegado ao fim da linha.

Da-se uma tentativa de golpe de Estado em 1991, travado pelo 1º presidente eleito da Rússia, Boris Ieltsin. Gorbatchev demite-se em Dezembro do mesmo ano e com ele morre a URSS, que foi transformada provisoriamente em Comunidade de Estado Independentes até que cada país seguisse o seu caminho. Pelo meio, a Rússia debate-se ainda com diversos problemas de separatismo, como é o caso da Tchechénia. 

Com o colapso da URSS, o comunismo foi ferido de morte. Permanecem alguns regimes exóticos em Cuba, Coreia do Norte, Vietname, Laos e China, mas com diversas nuances. A China, que teve a sua malograda tentativa de Primavera em 1989 na Praça de Tianamen, rendeu-se ao capitalismo, embora ainda mantenha uma ténue fachada comunista, o mesmo sucedendo em Laos, sendo que ambos já foram excluídos da definição de Estado Comunista pelo Departamento de Estado norte-americano...

Os partidos comunistas praticamente desapareceram na Europa, em parte absorvidos pelos partidos trabalhistas e socialistas, perdendo a sua influência outrora olhada com receio.

Em Portugal, o PCP continua a definhar, embora registe resultados eleitorais superiores a qualquer outro seu congénere europeu. Continua, ainda assim, a ser uma força viva no mundo sindical e também ao nível do poder local, nomeadamente no Alentejo e Península de Setúbal. Em Portugal existe a particularidade de existir um partido trotskista -seguidores de Leon Trotsky, fundador, em 1938 ,da IVª Internacional, evque se opós a Estaline e que pagou com a vida a ousadia  - que disputa o mesmo eleitorado do PCP e até do PS, embora com maior incidência junto dos jovens.

O comunismo não renascerá das cinzas, mesmo que seja tentador pensar nessa possibilidade nas ciclicas crises do capitalismo. E não renascerá por uma razão simples: Como regime é contra-natura. É da natureza humana tratar melhor do que é nosso do que aquilo que é comum. É por isso que o Estado é tão mau gestor de empresas.

Mas o pior nem é o princípio filosófico. O pior é a prática, ou seja a ditadura, a repressão, a censura, a miséria e até a morte.

Para termos uma noção do que seria Portugal se o PCP tivesse saído vencedor no 25 de Novembro de 1975, basta deter-nos na afirmação de Álvaro Cunhal, em pleno período revolucionário, onde, taxativamente, se opunha à realização de eleições...

Ou seja, o objectivo era substituir uma ditadura por outra, embora de sentido contrário...  

tags:
publicado por Rui Romão às 18:05
link do post | comentar | favorito
|

.D. Afonso Henriques


.

.pesquisar

 

.Setembro 2013

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
15
16
17
18
19
20
21
22
23
24
25
26
27
28
29
30

.tags

. todas as tags

.contador

.contador

blogs SAPO

.subscrever feeds