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Domingo, 4 de Outubro de 2009

Breve História do Comunismo - Da IIIª Internacional ao Expansionismo do Pós Guerra

 

 

De todas as Internacionais (foram 4), sem sombra de dúvida que a de 1919 foi a mais importante. Sob a égide da União Soviética, foi neste conclave que os recém-formados partidos comunistas marcaram presença numa reunião onde a supremacia da União Soviética era total e incontestável. Nesta altura existia um convencimento geral acerca do alastramento da revolução bolchevique, beneficiando de um conjuntura particularmente difícil no pós-guerra. A partir das estruturas dos diversos partidos comunistas europeus, deram-se movimentações com o carácter revolucionário, embora geralmente condenadas ao fracasso, como por exemplo na Alemanha onde a Liga spartakista de Liebnecht e Rosa Luxemburgo (movimento cheio de dissensões internas) não conseguiu derrubar a jovem República de Weimar. Na França os Comunistas chegaram por via democrática ao poder, mas foi um mandato efémero. Em Itália impôs-se o movimento fascista, não muito diferente do que vigorava na Espanha de Primo de Rivera. Em Portugal estávamos a caminho do abismo com a desastrosa Iª República, que haveria de abrir caminho, depois da Ditadura Militar, ao Estado Novo.

Lenine aplicou a sua cartilha, expressa na já citada obra "O Que Fazer",  mas a verdade é que acabou os seus dias praticamente social-democrata. Ao reconhecer que seria impossível abolir a propriedade privada e a colectivização da agricultura, implantou o chamado NEP  - New Economy Policy - que representa a abertura à propriedade privada e à coexistência de um sistema capitalista em pequena escala. Com a  sua morte em 1924, e quando todos esperavam que o grande vencedor da Revolução Russa  - Leon Trotsky - assumisse o poder, com o recurso a manigâncias pouco claras, ascendeu ao poder um até então pouco conhecido dirigente, de seu nome Estaline (diz-se que deu a Trotsky uma data errada do funeral de Lenine).

Com Estaline dá-se a abolição do NEP, surgem os planos quinquenais, com a colectivização massiva da agricultura e um forte investimento em indústria pesada, em parte devido à exploração dos camponeses, que viam o Estado, indiferente à sua fome, lhe ficar com as suas colheitas. Calcula-se que a colectivização estalinista provocou 60 milhões mortos (6 vezes a população portuguesa actual!), a que se somam purgas constantes. A título exemplificativo, no XVII congresso do PCUS Estaline perdeu uma eleição. A eleição foi, obviamente, repetida, acabando por  vencer. Em virtude desta afronta, nos meses seguintes, dos 2000 delegados, mais de 1000 foram assassinados e dos 140 membros do Comité Central, cerca de 100 perderam a vida.

As purgas foram uma constante, não poupando nenhum sector da sociedade, incluindo os políticos que  lhe eram mais próximos. Estaline foi eliminando todos os seus antigos companheiros de partido, rodeando-se apenas de camaradas  "yes man" que dominava até fisicamente. Diz-se que na IIª guerra mundial, na sequência de uma derrota militar, despejou o cachimbo na cabeça de Krutschev, aquele que seria o seu sucessor e o principal responsável pela denúncia do seu terror de Estado.

Nas vésperas da IIª Guerra mundial, a URSS envolveu-se na Guerra Civil Espanhola ao lado dos republicanos, embora de uma forma mais modesta do que  italianos e alemães (do lado dos nacionalistas), que com a sua força aérea conseguiram dar uma clara vantagem às tropas de Francisco Franco.

Este conflito não impediu a URSS de assinar o chamado pacto germano-soviético, que se tratava aparentemente de um anodino pacto de não agressão, mas que nas suas cláusulas secretas contemplava a invasão e divisão da Polónia, como haveria de suceder, no que foi  o ponto de partida da Guerra (fazendo dos chamados acordos de Munique, letra-morta).

Depressa o feitiço se virou contra o feiticeiro e Hitler, entusiasmado pela vitória sobre uma frágil França (e da sua conhecida linha Maginot), levou a cabo a maior invasão terrestre da História, na chamada operação Barbarossa,  que chegou praticamente às portas de Moscovo. Ao contrário de Kutuzov, século e meio antes, Estaline não abandonou a capital, travando uma guerra duríssima, onde um relativamente débil Exército Vermelho contou com a mobilização do povo e também com o seu rigoroso inverno para expulsar os Alemães.

Com o desembarque na Norrmândia e a subsequente contra-ofensiva aliada, a URSS - já convertida em aliada ocidental -  foi "libertando" paises do leste até chegar a Berlim, que se rendeu perante os seus tanques.

Foi assim que nasceu, nas palavras de Churchill, a Cortina de Ferro, com a imposição de governantes fantoches submissos a Moscovo nos diversos países ocupados. O caso mais problemático foi o da Alemanha,  dividida em duas zonas de Influência e a sua capital em 4 (URSS, EUA, Reino Unido e a reabilitada França).

Como previra o astuto Primeiro Ministro Britânico, depressa os aliados começaram a tomar contacto com a Cortina de Ferro, desde logo com a criação em 1949 da RDA, sob a liderança de Walter Ulbricht. A Alemanha tornou-se assim o palco de confrontação entre os dois campos, que chegou ao ponto mais sensível com a crise dos tanques e a construção do muro de Berlim em 1961. 

Estes paises satélites  entraram na órbita politico militar de Moscovo, materializado através do Pacto de Varsóvia (como resposta à criação da NATO), do qual apenas ficou de fora a Juguslávia de Tito, pouco dado à ingerência de Moscovo. 

Em 1949, com o terminar da Grande Marcha de Mao, a China entra na lista dos paises de ideologia Comunista, embora, à semelhança da Juguslávia, nunca se tenha subjugado a Moscovo. De resto, em 1953, na sequência da morte de Estaline e a liderança de Krutschev (que renegou ao Estalinismo) Mao rompeu com a URSS, acusando-a de revisionismo e "aburguesamento". Esta cisão apenas teve adesão da pequena Albânia.

Depressa, os paises de Leste aperceberam-se do elevado preço da sua "libertação"...  

  

publicado por Rui Romão às 18:13
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