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Terça-feira, 17 de Outubro de 2006

Grandes Portugueses

 

Confesso que a ideia de escalonar um ranking de personalidades foi inspirada na recente iniciativa da RTP de eleger o maior Português. Não concordo, no entanto, com a forma como foi colocada a questão, porque entendo que tratando-se de personalidades das mais varíadíssimas áreas, ao longo de nove séculos de história, torna muito difícil definir critérios individualmente. Pelo menos é essa a minha dificuldade.

 Por outro lado é introduzido um claro enviezamento, porquanto que as figuras mais recentes levam vantagem face às mais antigas, porventura esquecidas, com as excepções dos chamados "pais da Pátria" como D. Afonso Henriques, Camões, etc. Em segundo lugar, algumas personalidades ainda hoje causam algum prurido na sociedade portuguesa (Salazar é o exemplo perfeito) o que é inibidor do voto, mesmo que inconscientemente

Assim, prefiro fazer um ranking pessoal por cargos/actividades/profissões em vez da amálgama que é proposta na RTP. Esta é uma avaliação altamente subjectiva, feita na perspectiva do cidadão, sem qualquer pretensão que não seja a de exprimir livremente as minha ideias, mesmo que, aqui e ali, estas não sejam as mais convencionais:

Reis de Portugal

    5 Melhores   

1º D. Afonso Henriques           

2º D. João I                                  

3º D. Afonso III                             

4º D. Pedro V                               

5º D. Manuel II      

Presidentes da República

1º Sidónio Pais

2º Canto e Castro

3º Gomes da Costa

4º Ramalho Eanes

5º Mário Soares

Primeiros-Ministros

1º Rodrigo da Fonseca Magalhães   

2ºSebastião José Carvalho e Mello (Pombal)

3ºOliveira Salazar

4º Fontes Pereira de Mello

5º Passos Manuel

Poetas

1º Fernando Pessoa

2º Luis de Camões

3ºHerberto Helder

4º Teixeira de Pascoaes

5º Alexandre O'Neill

Prosa

1º Eça de Queiroz

2º Fernão Mendes Pinto

3º Padre António Vieira

4º Garcia de Resende

5º  Alexandre Herculano

Ciência

1º Pedro Nunes

2º António Damásio

3º Egas Moniz

4º Sobrinho Simões

5º João Maguejo

 

 

                 

publicado por Rui Romão às 18:23
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Segunda-feira, 16 de Outubro de 2006

Vasco da Gama e seus Mitos

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Vasco da Gama é uma figura incontornável da História de Portugal. É provavelmente o português mais referenciado nos manuais de História em todo o mundo e o seu busto figura ao lado de outros grandes vultos da navegação como o seu compatriota Fernão de Magalhães e Cristovão Colombo (Qui ça também português)

Talvez por este motivo tanto se enalteça os seus feitos e tão pouco se escreva sobre a sua biografia pessoal. De resto, não são poucos os mitos criados à sua volta e não menos os equívocos que ensombram a figura de Vasco da Gama.

Nascido no seio de uma família de descendência aristocrática, era filho de Estevão da Gama, Alcaide-Mor de Sines (equivalente ao cargo de presidente da câmara). No entanto, o jovem Vasco muito cedo se mostrou incomodado com a sua condição de secundogénito. Na altura vigorava o sistema dos morgadios, pelo que os bens e títulos pertencentes a seu pai seriam herdados pelo filho varão, neste caso por seu irmão Paulo. 

Este facto não constituiu impedimento para que o Rei D. Manuel I o encarregasse de tão delicada empresa. Uma pergunta que permanece sem resposta é precisamente esta: Porque razão o monarca lhe confiou esta missão? Irei apresentar algumas hipóteses acompanhadas da minha opinião

1- Estaria esta missão destinada a seu irmão Paulo da Gama?

É esta a opinião generalizada e também a minha. Paulo da Gama, no entanto, adoeceu conseguindo ainda restabelecer-se a tempo para acompanhar o seu irmão Vasco, concedendo-lhe  a honra de comandar a tripulação. Pensa-se que Vasco da Gama nunca lhe tenha agradecido este gesto. De resto Paulo da Gama não resistiu à viagem tendo sido sepultado por seu irmão nos Açores durante a viagem de regresso da Índia.

2- Quereria D. Manuel afastar alguém que seria um incómodo perto da corte?

D. Manuel foi Rei como resultado de um conjunto de circunstâncias únicas (era o 7º filho de um Infante...!) a principal das quais a morte prematura do principe herdeiro D. Afonso (que morreu pouco anos antes de seu pai D. João II). No entanto a legitimidade de D. Manuel não foi reconhecida por todos. D. João II não deixou filhos legítimos vivos mas existia uma filho bastardo, D. Jorge, Mestre da Ordem de Santiago, que tinha o apoio de alguns sectores da Nobreza entre os quais Vasco da Gama...      

3- Vasco da Gama foi escolhido pelos seus méritos no domínio da navegação.

É esta a tese politicamente correcta, mas também aquela que mais dúvidas me levanta. Vasco da Gama não tinha sequer 30 anos quando embarcou rumo à Índia. Nunca se havia notabilizado, até então, neste domínio, nem se conhecem outras experiências em que tenha participado, ao contrário de nomes como Bartolomeu Dias ou Nicolau Coelho (este último, na minha opinião o grande descobridor do caminho marítimo para a Índia).

 Não negando o mérito de Vasco da Gama, o seu papel pode ser comparado à de um político que consegiu unir os esforços de uma tripulação numerosa em torno de um objectivo comum. Por si só, não se pode dizer que tenha sido tarefa de pequena monta, pelo rol de problemas que eram habituais fruto das circunstâncias adversas em que aqueles homens se encontravam.

 No entanto, não foi graças aos conhecimentos técnicos de Vasco da Gama nem tão pouco devido à sua genialidade que os portugueses lograram atingir esse feito que é há 5 séculos alimenta o nosso ADN como Pátria 

 

publicado por Rui Romão às 22:04
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