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Terça-feira, 26 de Agosto de 2008

Pela Raia Alentejana

Estive neste últimos dias no Alentejo. Mais precisamente na raia alentejana. Passei pelo que resta dos campos de trigo do antigo "celeiro de Portugal" (uma das poucas medidas de inspiração fascista de Salazar), passei pelas videiras que continuam a dar-nos dos melhores vinhos e, sobretudo, cruzei-me com as populações que teimam em não se deixar vencer pelo isolamento.

O Alentejo, com a sua grande área (maior do que muitos países), é muito heterogéneo, pelo que não podemos generalizar. No entanto, ao passar pelos montes alentejanos, junto à raia, não deixa de ser confrangedor ver o estado de abandono em que muitos se encontram. Mesmo nas maiores cidades alentejanas é notória a pouca capacidade de atracção relativamente aos jovens, não importando sequer a sua qualificação. Talvez  Évora seja a única excepção à regra, muito por culpa da presença da população estudantil.

Em Serpa assisti à recriação de uma feira medieval, onde não faltou El Rei D. Dinis, em animadas disputas fronteiriças com os nossos vizinhos castelhanos. Não faltaram igualmente referências às matrizes culturais, partindo da nossa raiz judaico-cristã, passando pela ocupação islâmica e pelos traços que ficaram da conjugação desse encontro ecuménico. A muralha que cerca a vila é a melhor prova das disputas que ao longo dos séculos tiveram as populações que suportar. Salta-me à vista, na entrada de uma das portas da muralha, a existência de um enorme bloco de pedra tombado (uma antiga torre), que segundo me informei seria uma sequela da guerra de sucessão de Espanha, quando a vila esteve sob o domínio espanhol. Nada de extraordinário, sabendo que Madrid foi ocupada pelas tropas comandadas pelo Marquês de Minas, na sequências das pretensões de D. Pedro II,  Rei de Portugal, ao trono espanhol.

Tive ainda oportunidade de fazer uma breve visita a Vila Nova de São Bento, que foi a maior aldeia portuguesa até ascender, em 1988, à condição de vila. Era um lugar que já tinha visitado anteriormente, embora nunca me tenha informado sobre a sua história.

Pelo que apurei, a aldeia era parte integrante dos domínios do mestrado de Aviz, e nasceu da fusão de populações de duas aldeias (Cabeço de Vaqueiros e Fonte do Canto), na sequência das Guerras de Restauração. Naquele lugar existia uma concentração das forças portuguesas, que combatiam os espanhois que entravam por Arroche e Paymogo, o que terá levado à deslocação das populações das aldeias vizinhas por aí se sentirem mais seguras. Após a contenda (a nosso favor) decidiram erguer as suas casas na nova aldeia, e abandonar as suas antigas casas.

Pelo que me foi possível verificar, esta teoria parece-me bastante plausível. Em primeiro lugar pelo culto de Nossa Senhora da Conceição, patente na frontaria da Igreja,  padroeira de Portugal e a quem D. João IV ofereceu a coroa como agradecimento pela vitória na guerra de 1640-68. Desde aí, nunca mais nenhum monarca português usou a coroa. As cerimónias de entronização deixaram de se designar por coroação, e passaram a chamar-se aclamação. A coroa estava presente, mas o Rei ou Rainha não a usava, pois ela não lhe pertencia.

Em segundo lugar, o plano rectilíneo e de traça muito semelhante das habitações indicia que o seu núcleo basilar foi construído de raíz.

Em último lugar, o próprio nome. O culto beneditino era professado pela ordem de Avis, sucedânea da espanhola Ordem de Calatrava. A atribuição do nome de São Bento à nova aldeia não é, portanto, de admirar, nem tão pouco ser designada por "nova".

Alentejo, que Futuro? Este podia ser o tema de uma elaborada e complexa investigação. No entanto, empiricamente, parece-me que a estremadura espanhola podia constituir um bom "benchmark". Dada a extensão dos terrenos e a riqueza dos seus produtos regionais,  as actividades primárias terão sempre o seu peso. Contudo, o futuro do Alentejo só pode passar pelo turismo. Tem todas as condições, só falta a iniciativa. Com a quantidade de casas abandonadas que poderão ser convertidas em unidades de turismo de habitação ou de turismo em espaço rural, com as paisagens magníficas que só esta província nos proporciona, a sua cultura, a gastronomia, os bons vinhos e, mais importante que tudo, um povo hospitaleiro que sabe receber quem o visita. 

 

 

 

publicado por Rui Romão às 20:00
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Domingo, 24 de Agosto de 2008

Polémicas Literárias

Nos dias que correm já não é muito comum assistirmos a polémicas literárias como se viam há uns anos. A explicação, a meu ver, é simples. A febre do politicamente correcto. Em Portugal, como sublinhou um dia José Pacheco Pereira, não existem livros maus para a crítica. Ou seja, ninguém tem coragem de dizer que Saramago tem um grande problema com a gramática portuguesa, ou que Margarida Rebelo Pinto e Paulo Coelho escrevem bastante mal. 

Este código de conduta é visto como algo de sacrossanto, e quando alguém decide romper com o mainstream cai-lhe o "Carmo e a Trindade" em cima. Das poucas polémicas que me recordo nos últimos anos conta-se a crítica corrosiva de Vasco Pulido Valente a Miguel Sousa Tavares, a propósito do seu romance "Rio das Flores", que o historiador classifica como "literatura de supermercado". Ou a crítica do escritor angolano, José Eduardo Agualusa, a Agostinho Neto (ex-presidente da República e do MPLA) considerando-o um "poeta mediocre". Este reparo literário valeu-lhe criticas violentas, tendo sido acusado de denegrir uma das grandes referência do povo angolano.

Na segunda metade do século XIX, a crítica literária era um lugar-comum nas páginas dos periódicos. Eça de Queirós esteve envolvido em várias, das quais se contam inúmeras com Pinheiro Chagas, com quem manteve uma relação de conflitualidade ao longo da sua vida.

A sua fase mais fecunda teve-a enquanto principal figura de um grupo de reflexão criado por 11 intelectuais, com sensibilidades bem distintas, mas imbuídos de uma nova mentalidade progressista de influência francesa, e que acabou por desempenhar um papel importante no despertar para novos paradigmas de desenvolvimento material, social, político, cultural e económico. Foram os "Vencidos da Vida".

Este grupo "jantante" coleccionou vários detractores ao longo da sua existência. Fialho de Almeida, chamou-lhes " dúzia e meia de ratões..., que quando juntos, o que pretendem é jantar, depois de jantar, o que intentam é digerir; e a digestão finda, se alguma coisa ao longe miram, tanto pode ser um ideal como um water-closet.

Esta crítica não ficou sem réplica, pela pena "venenosa" de Eça de Queirós, nos seguintes termos "o que é...estranho não é o grupo dos Vencidos - o que é estranho é uma sociedade de tal modo constituída que no seu seio assume as proporções de um escândalo histórico o delírio de onze sujeitos que uma vez por semana se alimentam.

Diz-se que Fialho de Almeida se alimentava de um ressabiamento atroz por não ter sido incluído nos repastos semanais no restaurante do Hotel Bragança. Contudo, ao contrário do que insinua Eça na sua réplica, o grupo não se limitava  a jantar, tout court .

No entanto, a principal polémica que envolveu Eça de Queirós foi com o poeta Bulhão Pato, através do inevitável Pinheiro Chagas.

Pato sentiu-se retratado em "Os Maias" através de um poeta ultra-romântico, com apurado gosto pela culinária, de seu nome  Tomás de Alencar. Pinheiro Chagas deu a devida publicidade ao desconforto do autor da "Paquita", e da sátira que este escreveu como desagravo pelo insulto que Eça de Queirós pretensamente lhe dirigiu.

Eça, nas páginas do "Tempo", num artigo de 8 de Fevereiro de 1889, nega ter-se inspirado em Pato, usando do seu refinado sentido de humor para rebater a acusação que lhe foi movida. Transcrevo o excerto  mais sumarento do artigo:

 

"Ora Tomás de Alencar tem defeitos e qualidades, separados e alternados, que vão desde a carraspana até ao cavalheirismo. Em quais das virtudes ou vícios se reconheceu o poeta da "Paquita"?

Se foi nas virtudes, então aqui vemos um homem que solenemente se adianta, cercado dos seus amigos, e exclama para o público, com a fronte alçada:-"Apareceu aí um romance em que há um tipo de poeta, que tem lealdade, generosidade, uma honradez perfeita!...Ora com tão esplêndidas qualidades só eu existo em Portugal. Esse poeta, portanto, sou eu!

Neste caso, nunca nas idades modernas se terá visto um tão burlesco exemplo de pedantismo e farófia.

Mas se o sr. Bulhão Pato se reconheceu nos defeitos, então aqui temos um homem que, em meio dos seus amigos, se acerca do público, e declara com serenidade:- Apareceu aí um romance em que há um poeta que é um mediocre, um palrador, um farfante e um piteiro. Ora com tão pífias qualidades só eu existo em Portugal. Esse poeta, portanto, sou eu!

Neste caso, nunca no mundo se teria visto um tão doloroso exemplo de rebaixamento, de aviltamento próprio. "

 

Não acredito  que  Eça não tenha pensado, nem por um instante, em Bulhão Pato quando criou a personagem Tomás de Alencar, no entanto a genialidade da sua resposta deixa-me sem argumentos. É o privilégio dos grandes escritores.

 

 

 

publicado por Rui Romão às 18:25
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Sábado, 23 de Agosto de 2008

O Legado Português e os Portugueses

Há vários anos que me interrogo acerca do motivo pelo qual não existe no nosso país um espaço dedicado às principais marcas que o povo português legou à humanidade:

-A língua portuguesa

-Os descobrimentos marítimos

 Se no caso da língua portuguesa, o Brasil se encarregou de legar à lusofonia o "Museu da Língua Portuguesa" (caso paradigmático), no que respeita aos descobrimentos não existe qualquer evocação dessa grande empresa que mudou indelevel e permanentemente a História da humanidade.

Se a ausência nas nossas ex-colónias  é normal e compreensível, por ser difícil fugir à glorificação do conquistador, não o será em território nacional. Volvidos mais de 500 anos do início desta epopeia, nunca se reuniu um espólio que pudesse contar não só às próximas gerações como aos turistas que nos visitam o maior feito da nossa História e um dos mais marcantes da História universal.

No que respeita a turismo, se a aposta passa por um turismo de qualidade, dirigido a um público com interesse cultural e geralmente com maior poder de compra, não sei como os agentes turísticos justificam esta pecha. Talvez o nosso turismo não tenha vocação para além do sol e praia, no entanto fica o lamento pelo discurso político incoerente.

Pessoalmente, devo fazer um "mea culpa" pelo pouco que tenho escrito sobre a presença portuguesa por esse "salso argento". Quando o fiz, fi-lo em termos pouco elogiosos para Vasco da Gama, o capitão dos mares da Índia (vide Vasco da Gama e Seus Mitos; 16-10-2006).

Consola-me a alma, saber que Camões fez o mesmo. Não raras vezes, o Grande Poeta, que ainda era familiar de Vasco da Gama, retratou o Capitão da armada portuguesa como um ingénuo, inábil e até timorato. Em II, 6, nos últimos dois versos, põe a descoberto a sua ingenuidade a propósito da cilada preparada pelo Rei de Mombaça, ao arrepio das fontes históricas:

 

Por onde o Capitão seguramente

Se fia da infiel e falsa gente 

 

Por seu turno, não poupa elogios a Duarte Pacheco Pereira, a quem chama de "Aquiles Lusitano", sublinhando as injustiças que sofreu ao longo da sua vida, nomeadamente um prémio (presumivelmente São Jorge da Mina) em que foi preterido face a Brás de Albuquerque, filho de Afonso de Albuquerque, e arqui-inimigo de Camões (X, 24).

 

Isto fazem os Reis, quando embebidos

Numa aparência branda que os contenta;

Dão os Prémios, de Aiace merecidos,

À língua vâ de Ulisses fraudulenta.

Mas vingo-me: que os bens mal repartidos

Por quem só doces sombras apresenta,

Se não os dão a sábios cavaleiros,

Dão-os logo a avarentos lisonjeiros.

 

O grande arquitecto das descobertas, o Infante D. Henrique, não teve melhor sorte. Camões pouca atenção lhe dedica,  contabilizando-se apenas um verso no grande poema camoniano. Como sublinha António Cândido, nunca nenhuma lenda o envolveu numa esfera metafísica, que o transportasse para a galeria dos heróis, à semelhança de outros, cujos méritos não são comparáveis ao mais célebre membro da "Ínclita Geração". 

Não deixa de ser verdade que os coevos o descreveram como crudelíssimo, homossexual, venal e interesseiro. Também não será faltar à verdade dizer que não existem grandes façanhas que excitem o imaginário popular. Nunca participou em nenhuma batalha, nunca comandou uma armada, nunca cometeu nenhuma proeza heróica. Foi racional e, como nós sabemos,  os racionalistas nunca foram bem amados entre nós. 

 

Quanto à minha contribuição para a divulgação destes desígnios, cumpro-o, em parte, com este blog. Abordo questões da nossa História (embora nem sempre referente às descobertas) e escrevo em Português!   

publicado por Rui Romão às 17:28
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Segunda-feira, 18 de Agosto de 2008

Ascenção e Queda da Indústria Nacional de Motociclos

Numa das minhas habituais pesquisas pela blogosfera nacional, encontrei vários blogs dedicados a motociclos de fabrico nacional, dos quais destaco o www.famel.blogspot.com e e o http://motonacional.blogspot.com. São dois blogs que aconselho uma visita, onde para além de podermos encontrar várias informações sobre essa indústria outrora próspera, se podem trocar experiências acerca de modelos, restauros, etc; numa comunidade que se empenha ne preservação destes veículos que já fazem parte da nossa história.

Este facto, cruza-se com a minha experiência pessoal. O primeiro veículo motorizado que conduzi foi uma Famel Zundapp Z3. Tinha 16 anos e não é difícil de imaginar o deslumbramento que me ficou desse sinal de autonomia que era possuir um meio de transporte próprio. Este sentimento foi de pouca dura, porque depressa os amigos do alheio se encarregaram de me retirar o objecto mais precioso. Outras motorizadas e motas se seguiram, mas a minha Famel continua a ser para mim como uma espécie de D. Sebastião em duas rodas.

Contudo, o meu objectivo neste post, não é falar da minha experiência pessoal com motociclos, mas sim da "debacle" da industria nacional ocorrida no dealbar dos anos 90. A sua queda é tão facil de explicar como a sua ascenção.

-Na segunda metade do século XX, a população portuguesa era maioritariamente pobre e analfabeta. Logo, estes veículos, que dispensavam carta de condução (requeriam uma licença camarária, fácil de obter) e eram relativamente baratos, nomeadamente face ao automóvel, constituiam uma alternativa face aos veículos de tracção animal e à bicicleta.

- A rede de transportes públicos era pouco mais que insipiente. Fora de de Lisboa e Porto, as camionetas de carreira não cobriam as necessidades das populações, principalmente nas pequenas deslocações quoatidianas.

-As pautas alfandegárias criavam grandes constrangimentos à importação de produtos estrangeiros. O mercantilismo de Salazar tinha por base a auto-suficiência face ao exterior. Franco, em Espanha, fazia o mesmo, onde através da replicação peça por peça (até do nome) dos veículos FIAT, criou a SEAT. 

Com este cenário, estavam criadas as condições para o aparecimento de uma indústria de motociclos, proliferando marcas como a Famel, Casal, EFS, Macal, entre outras.

Até à década de 80, do século anterior, esta indústria não teve grandes dificuldades em sobreviver, nomeadamente graças à ausência de concorrência externa. Esta situação acabou por constituir um anestesiante, porquanto que não conduziu à inovação nem do ponto de vista mecânica, nem ao nível de design e "Marketing".  O 25 de Abril de 1974 e a subsequente entrada na economia de mercado em pleno consulado "Cavaquista,"  apanhou este sector mal preparado para fazer face à  concorrência externa, nomeadamente de motociclos japoneses e italianos. 

Com a entrada destes veículos em Portugal, ainda se registaram algumas tentativas para criar produtos que fossem competitivos face aos novos players deste mercado. Li no blog www.famel.blogspot.com  num post de Ricardo Moreira, que foram criados alguns modelos inovadores, entre os quais a Famel Electron, movida a electricidade. No entanto, nessa altura, provavelmente já não existia "músculo financeiro" para a sua produção e para montar uma estratégia de Marketing eficaz.

Avanço que estes novos modelos foram uma "fuga para a frente" numa altura em que o sector já estava "estrangulado". Provavelmente se esta política tivesse sido seguida 10 anos antes, ainda em tempo de prosperidade, talvez ainda hoje teríamos uma indústria nacional de motociclos.

A actual conjectura externa, com o espectro das alterações climáticas e da alta do preço do petróleo, constitui um incentivo ao aparecimento de veículos de duas rodas (e não só) movidos a energia eléctrica, da mesma forma que nos anos 60 a fraca mobilidade levou à proliferação de motociclos. Se conjugarmos este cenário com o nosso clima ameno, penso que um veículo eléctrico nacional teria todas as condições para vingar.

Quem sabe se nas degradadas instalações da Famel em Águeda? No entanto enquanto não temos novos motociclos, resta-nos preservar os antigos, pelo que saúdo esta comunidade, prometendo uma breve adesão, assim encontre uma "50" nacional a um bom preço e que não me exija um restauro muito complexo.

 

publicado por Rui Romão às 08:13
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