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Sábado, 18 de Julho de 2009

Nos 20 Anos da Queda do Muro

 

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Ainda não se fala muito do tema (pelo menos no nosso país), mas cumpre-se em 2009 os 20 anos da queda do Muro de Berlim. Nesse dia 9 de Novembro de 1989 o mundo mudou. Foi o início do fim da RDA, da sua tirania e desumanidade, bem como de todo o chamado bloco soviético. Foi o fim do terror e a pedra de toque para o colapso da URSS, 2 anos mais tarde. Mesmo para uma criança de 12 anos, como era o meu caso,  que não tinha um conhecimento completo do que se estava a passar, era fácil aperceber-me de que se tratava de algo marcante.

 

A  História do muro é simples. A ocupação aliada do território alemão operou-se na parte ocidental por intermédio de EUA e Reino Unido e por oriente às expensas da URSS de Estaline. Os Soviéticos foram os primeiros a chegar a Berlim e com isso ganharam uma posição no terreno à qual os aliados nunca conseguiram fazer face.

 

A divisão da Alemanha em 4 zonas de ocupação foi decidida na conferência de Postdam, ficando Estaline com o leste, correspondente grosso modo às regiões da Saxónia e da Prússia, enquanto que EUA, França e Reino Unido ficaram com o Ocidente. A capital do antigo Reich, Berlim, já em pleno território soviético, seria dividida em 4 zonas administrativas (para as potências ocidentais vencedoras mais a derrotada França). Assim, Berlim ocidental ficaria numa situação de enclave face à futura RDA.

 

Não obstante esta divisão, foi reconhecido o direito de livre circulação a todos os alemães, independentemente da zona em que se encontrassem.No entanto, esta política haveria de sucumbir perante o confronto cada vez mais latente entre EUA e URSS nos prolegómenos daquilo que ficou mundialmente conhecido como a Guerra Fria. Como profetizou Churchill, a tal "cortina de ferro"  foi erguida, e o seu símbolo máximo foi Berlim.

 

A construção do muro foi um imperativo de sobrevivência para a Alemanha de leste, mas foi simultaneamente o reconhecimento do fracasso do comunismo enquanto ideologia de Estado. Se o comunismo enquanto matriz de construção da sociedade fosse bem sucedido, porque motivo quereria a população sair para a Alemanha capitalista? Porque motivo não se deu um movimento paralelo de ocidente para leste? A sua construção visou estancar a hemorragia que era a fuga da população para a Alemanha ocidental, que ia tornando insustentável a política de mão-de-obra intensiva, apanágio dos regimes comunistas.

 

O movimento não se reduzia à escala da cidade de Berlim. De todas as zonas que constituiam o território da RDA saiam diariamente pessoas para as regiões sob controlo das potências ocidentais, na maior parte das vezes através de Berlim ocidental.

 

A divisão entre as duas alemanhas foi materializada na madrugada de 12 para 13 de Agosto de 1961. Arquitectada pelo "homem de mão" dos soviéticos na Alemanha, Walter Ulbricht, dois meses depois de ter sido categórico ao afirmar que ninguém estava a pensar construir um muro em Berlim, reduziu-se às primeiras horas num amontoado de arame farpado. Do ponto de vista operacional, os trabalhos foram coordenados por Erich Honecker, que haveria de ser o seu sucessor e o estertor da RDA (saiu do governo umas meras semanas antes da queda do muro, quando o colapso já era inevitável).

 

O arame farpado soviético, que às primeiras horas foi moldando a face de Berlim nos 28 anos que se seguiriam, contou com uma preciosa ajuda da letargia ocidental. De férias, as principais chancelarias, incluindo os E.U.A., demoraram a reagir, tornando o muro um facto consumado.

 

Da estrutura de arame farpado de 1961 até ao muro quase inexpugnável dos anos 80 foi uma história de morte. As tentativas de fuga sucediam-se. Primeiro construiram-se túneis clandestinos, depois através do atravessamento do muro, foram às centenas as pessoas que perderam a vida ao longo dos 28 anos daquele pedaço de betão.

 

A história da queda do muro é por demais conhecida. O fracasso económico da RDA criou uma situação insuntentável, até aos olhos da temível polícia política: a Stasi. Ao contrário de 1953, onde não tiveram pejo em fuzilar trabalhadores que marchavam em protesto, não havia forma de conter a revolta. Uma economia obsoleta, uma produtividade mediocre e uma dívida colossal, principalmente a bancos da Alemanha ocidental, marcaram os últimos dias da experiência comunista, levando ao afastamento de Honecker num golpe palaciano.

 

Os acontecimentos precipitaram-se com a subscrição dos acordos de helsínquia por parte da RDA, provavelmente sem medir as consequências deste acto, onde se previa o livre intercâmbio de pessoas entre os paises subscritores. Ou seja, à luz deste acordo berlinenses ocidentais e de leste poderiam reunir-se...

 

Depois o inábil governo de Egon Krenz decide "á la légère" levantar as restrições à circulação para ocidente, na célebre conferência de imprensa de 9 de Novembro de 1989.

 

Daí até ao movimento massivo de população foi um passo. O muro começou a ser desmantelado e também a RDA. Realizaram-se eleições livres e começou-se a discutir a reunificação alemã, que teve lugar em 03 de Outubro de 1990, com Helmut Kohl como seu primeiro chanceler. 

 

Curiosa ironia. Berlim ocidental ficou cercada. Os berlinenses ocidentais ficaram presos durante 28 anos numa espécie de gaiola, no entanto os presos eram os únicos que eram livres.        

publicado por Rui Romão às 10:10
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