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Quarta-feira, 8 de Setembro de 2010

A Passagem das Tapeçaria de D. Afonso V por Lisboa

 

 

A presença das Tapeçarias ditas "de Pastrana" em Lisboa foi talvez o evento cultural mais importante que assisti nos últimos anos no nosso país. Para termos a noção, a sua estadia em Lisboa é bem mais rara do que muitos fenómenos astronómicos, alguns dos quais ficaram  retidos na nossa memória colectiva como é o caso do Halley, o tal cometa da República, que no século XX apareceu em 2 momentos relevantes: 1910 e 1986, respectivamente no ano de instauração da República e de adesão à então CEE.

Mas se o Halley aparece de 76 em 76 anos, que dizer de uma obra que já não "aparecia" no nosso país desde o século XVI, sem que os historiadores consigam sequer descobrir como é que elas sairam de Portugal. Se à sua raridade somarmos o facto de se tratar de uma peça única, completamente inovadora à data da sua execução, e  com uma importância simbólica extraordinária para a compreensão do século XV português, ficamos com a noção exacta do fenómeno que representa a sua exposição em Lisboa.

As 4 enormes tapeçarias representam os feitos de armas de D. Afonso V no norte de África. Das 4 tapeçarias,  3 são evocativas da tomada de Arzila, ao passo que a 4ª nos dá a visão da ocupação de Tânger, essa malfadada praça para as hostes portuguesas.

A exposição onde estas peças estão integradas receberem o nome de "A Invenção da Glória", o que foi uma escolha feliz tendo em conta os objectivos pretendidos com a encomenda da peça. Ou seja, a criação de uma obra que imortalizasse os feitos de armas de um rei que ficou para a História como o "O Africano", gravando para a posterioridade o testemunho da sua gloria.

Não obstante estes feitos de armas e a sua aposta "propagandística", hoje todos sabemos que o Rei foi uma fraca figura, um autêntico joguete nas mãos dos fidalgos poderosos. Conhece-se a expressão de seu filho e sucessor - igualmente representado nas tapeçarias - que o seu paí apenas lhe tinha deixado as estradas do reino para governar...

Infelizmente, ontem como hoje, o que não faltam são gigantes com pés de barro, e cabe-nos a nós perceber onde acaba a propaganda e começa a realidade. É um paralelo que importa considerar na actualidade: não existe propaganda que consiga resistir à verdade dos factos, por muito tempo que se possa demorar até apurar essa realidade à luz de uma visão mais racional e desapaixonada. 

Para mim, a realidade no último Sábado, foi marcante. Espero que aquelas tapeçarias da escola flamenga possam regressar ao nosso país, caso contrário terei que ir à colegida de Pastrana (nos arredores de Madrid) pois bem merecem uma nova visita.

Como crítica, apenas deixo o défice de propaganda do MNAA (curiosamente na promoção de uma obra propagandística) porque desconfio que a importância desta exposição não foi correctamente comunicada para a opinião pública. Assim se explica que no último fim-de-semana em que a obra estaria patente, a afluência de público fosse fraca,  naquele que foi o dia da minha despedida (ou de um "até breve") às tapeçarias de Pastrana.    

 

publicado por Rui Romão às 11:28
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