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Sexta-feira, 26 de Agosto de 2011

A Loucura Comunista

 

Há pouco mais de 30 anos, em plena loucura socializante, existiam algumas palavras que "queimavam a língua", entre as quais: Pátria, Nacionalismo e Burguesia. No caso dos "burgueses", reais ou imaginários, quando o rótulo "colava" era um bom princípio para uma visita das forças do Copcom com um mandato de captura "a la minute"...

No entanto o significado do termo é uma degeneração da sua conotação primitiva. Na organização feudal a burguesia pertencia ao Terceiro Estado, ou seja ao Povo. Foram os burgueses mais esclarecidos os grandes impulsionadores das revoluções liberais que colocaram um ponto final num feudalismo agonizante, começando pela "glorious revolution" de 1688 que implementou o parlamentarismo inglês, ou a revolução americana de 1776 e, a mais conhecida, a Revolução Francesa.

Em Portugal, foram também meia-dúzia de burgueses mais exaltados, bem sucedidos na regenaração e na política de fomento de Fontes Pereira de Melo, que urdiram o 5 de Outubro. É ao que eu chamo a "Burguesia das Avenidas Novas", por oposição à Lisboa estabelecida que dominava o país, como Eça demonstra de uma forma sublime, "o país estava todo entre a arcada e São Bento". Curiosamente a próxima "leva" de burgueses, saída do consulado cavaquista, optou pela zona oriental de lisboa (vulgo Parque das Nações) para montar os seus escritórios e casas particulares.

A lógica era simples. As forças de esquerda, à excepção do Partido Socialista, não queriam que a Revolução dos Cravos degenerasse numa democracia do género europeu, que pejorativamente lhe chamavam burguesa. Burguesa porquê? Porque havia respeito pela liberdade de imprensa? Porque os cidadãos eram livres de escolher os seus representantes? Porque os tribuinais estavam ao serviço da justiça e não de nenhum interesse particular? Talvez fosse isso tudo e ainda algo muito mais importante: As forças comunistas, nas suas diversas facções, i.e. PCP, MRPP, PCP ML, MES, etc, não queriam implantar em Portugal um regime democrático, mas apenas substituir uma ditadura por outra, ainda que, na teoria, de sentido contrário. Cunhal chegou a dizer a uma jornalista Italiana que em Portugal não haveria eleições... De resto o PCP sempre lutou até ao limite para que elas nunca se realizassem, contando com a oposição de Mário Soares e Sá Carneiro a quem devemos a Democracia saída de Abril. Então o que é que pretendia o PCP e Cunhal em particular?

Cunhal era uma espécie de encenador. Ele queria transpor, passo por passo, os acontecimentos da Revolução Russa para Portugal, e não se coibiu de expor a sua teoria nas suas obras "Rumo à Vitória" e "A Superioridade Moral dos Comunistas". Os exemplos cénicos desta montagem foram inúmeros, o mais evidente foi logo à sua chegada ao Aeroporto de Lisboa a 30 de Abril de 1974, onde discursou num tanque militar (tal como Lenine quando chegou à Estação Finlândia, em Petrogrado, no ano de 1917).

Cunhal queria instalar em Portugal uma "democracia" do tipo de Leste, ou seja uma ditadura do proletariado com o centralismo democrático, a nacionalização dos meios de produção, a censura, etc. Para conseguir este intento tinha que provocar um golpe, que atribuiría, imediatamente, à suposta reacção (curioso, esta expressão ainda perdura nos meios comunistas, o que nos dá uma ideia da renovação do partido...), i.e. aos resistentes do antigo regime (que pura e simplesmente não existiam) para entrar na fase socializante. Assim, provocaram os moderados, impedindo que se manifestassem a 28 de Setembro quando barricaram os acessos a Lisboa no que ficou conhecido como a "Revolta da Maioria Silenciosa" e, não contentes, conseguiram o 11 de Março. A partir daqui entrou-se na loucura gonçalvista, onde tentaram aniquilar os seus principais inimigos, leia-se Partido Socialista e Igreja Católica, e assim nasceram os casos República e Renascença. Nos restantes meios colocaram "boys" para os controlar. Saramago foi um desses rapazes ao serviço da Ditadura do Proletariado no DN, o mesmo que alguns anos mais tarde se tornou paladino da Democracia...

A 25 de Novembro, no mesmo mês da Revolução de Outubro (que ficou conhecida por este nome porque os russos ainda seguiam o calendário juliano) tentaram o golpe final para implementar um regime do tipo de leste. Foram vencidos porque os fusileiros mudaram de campo e os comandos de Jaime Neves ficaram fieis ao regime democrático pluripartidário. Ou seja, para Cunhal o 25 de Abril seria a revolução de Fevereiro de 1917 (o tal golpe do kerensky) e o 25 de Novembro seria a data gloriosa de fundação da República Popular Portuguesa, ou qualquer coisa assim do género.

Não obstante todos os problemas do regime em que vivemos, felizmente não passámos pela experiência traumatizante de viver no comunismo, o tal modelo de Estado que nem na progressiva Alemanha conseguiu ter bons resultados.

O Comunismo acabou, mas continua a vulgata que nas palavras do Prof. Barrilaro Ruas não é mais que a ideia da ideia que não alcança a trancendência.  As ideologia não se discutem, combatem-se, mas confesso que tenho alguma dificuldade em compreender como é que, com tantos exemplos históricos, ainda haja quem se identifique com o comunismo. Claro que a maioria dos que se dizem Comunistas não fazem a mínima ideia do que isso é, mas este aspecto também é um problema...

publicado por Rui Romão às 13:34
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1 comentário:
De Cristina Torrão a 27 de Agosto de 2011 às 18:18
É verdade. Os burgueses eram, na Idade Média, os habitantes do burgo, ou da cidade, em oposição aos lavradores e habitantes do campo e das aldeias, pertenciam, por isso, ao povo. Muitos deles dedicavam-se ao comércio e começaram a enriquecer, construindo grandes casas. Tornaram-se sinónimo da vida opulenta, quando a nobreza começou a decair.

Os comunistas portugueses, nos anos 70 do século XX, usaram e abusaram do termo "burguês", conotando-o com os capitalistas exploradores e sem escrúpulos.

O termo "Bürger" (habitante do burgo) é ainda hoje usado na Alemanha para denominar "cidadão".

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