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Quinta-feira, 1 de Setembro de 2011

A Estação do Rossio e o V Império

 

No final do século XIX estava na moda o revivalismo. Existem várias explicações para o sucedido mas a principal foi a necessidade de afirmação de uma burguesia que tinha feito fortuna com a política de fomento de Fontes P. Melo. Foram estes novos-ricos que iniciaram a moda de construir palácios inspirados nos antigos exemplares de arquitectura gótica e barroca - vulgarmente designado por pastich - com o objectivo de transmitir uma imagem de prestígio e de nobreza. No fundo, queriam livra-se do rótulo de novo-rico e do preconceito social que lhe estava associado e pensavam que ao construir um palácio em estilo antigo trasmitiriam uma imagem de nobreza antiga e abastada. O Palácio da Regaleira, projectado pelo arquitecto italiano Luis Manini por encomeda de Carvalho Monteiro - o chamado Monteiro dos Milhões - é um exemplo flagrante desta moda de então. Esta tendência não se ficou pela arquitectura civil. Com este advento inventou-se um novo estilo romântico tardio, inspirado no tardo-gótico manuelino, que ficou conhecido como Neo-Manuelino e cujos exemplares mais conhecidos são a Estação do Rossio e o Palácio do Buçaco. Para o ressurgimento do manuelino contribuiram outros factores, sendo o principal a perda do Brasil e a tentativa de construir em África um novo Brasil, cujo primeiro impulsionador fora o Marquês de Sá da Bandeira. Criou-se  genuinamente na sociedade portuguesa a ideia de reerguer a pátria  e a Conferência de Berlim de 1884/5 (onde as grandes potências europeias dividiram a esfera de influência no continente negro) tornou ainda mais urgente essa tarefa. Perante a cobiça dos nossos territórios, lançou-se uma autêntica corrida ao povoamento para o sertão africano, ficando célebres as campanhas de exploradores como Roberto Ivens, Serpa Pinto, Hermenegildo Capelo, etc (os seus nomes estão todos nas Ruas do Chiado). Esta quimera caiu por terra com o Mapa Cor- de-Rosa e o Ultimato de 1890, contribuindo para a queda da Monarquia. Esta corrida africana deu um novo alento ao mito Sebastiânico do V Império - de que Fernando Pessoa viria a ser ma o mais ilustre intérprete - buscando inspiração no período mais glorioso da História de Portugal : o reinado do "Venturoso".

A Estação do Rossio reune todos estes elementos. Em estilo Neo-Manuelino, não faltam as cordas dos navios e as esferas armilares, tem omnipresente o mito Sebastiânico e a Ideia do V Império. Provavelmente passa despecebido, mas as portas da Estação estão desenhadas em forma de ferradura, aludindo ao cavalo Branco de D. Sebastião a galope do qual ele regressará numa manhã de nevoeiro para reinar sobre todos nós e devolver à Pátria a grandeza pretérita. Entre as portas encontra-se uma estátua com o próprio D. Sebastião, segurando um escudo com 7 castelos, mas cujas mãos ocultam dois deles. Será mais uma referência ao V Império? Vitor Manuel Adrião na sua obra "Lisboa Insólita e Secreta" acredita de sim.

Como Deus escreve direito por linhas tortas quis o destino que esta estação ligasse a capital do Império (Lisboa) à capital do Romantismo em Portugal (Sintra). Já dizia Fernando Pessoa que o V Império seria um império espiritual, de poetas, e que nasceria um novo Camões para o imortalizar (Pessoa não duvidava que seria ele próprio).  Não podia ser essa a intenção de José luis Monteiro, arquitecto que a projectou para ser a estação central de Lisboa ainda no século XIX, porque esta rota é já da década de 80 do século passado (a linha de Sintra tinha o seu terminal em Alcântara Terra), mas não deixa de ser mais um sinal do Destino Manifesto que Lima de freitas ilustra nos seus paineis nesta mesma gare.

Outra curiosidade: foi em Sintra que D. Sebastião presidiu à última audiência do seu reinado...

publicado por Rui Romão às 00:50
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