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Sexta-feira, 2 de Março de 2012

A Conquista de Ceuta

Já muito foi dito (e continuar-se-á a dizer) sobre a conquista de Ceuta em 1415. O tema mais abordado é, compreensivelmente, o motivo pelo qual os portugueses no início do século XV se lançaram nesta empresa. São várias as hipóteses avançadas: a necessidade de prestígio de uma nova dinastia nascida da bastardia real, a mobilização de uma nobreza ociosa depois de vencida a guerra com Castela, a vontade de armar cavaleiros os infantes, ou o controlo de uma importante praça comercial do norte de África. 

Não me vou debruçar sobre estes motivos, no entanto, em jeito de balanço, creio que todos acabaram por ser alcançados, não obstante a ausência de feitos de armas (a cidade não mão estava fortificada, tendo sido conquistada sem resistência) e também nunca foi fonte de prosperidade (bem pelo contrário) justificando-se a sua posse em mãos portugueses apenas pelo seu carácter simbólico.

Mas que simbolismo é este? O que é significou a conquista de Ceuta? Foi Ceuta o início da expansão Portuguesa (tese geralmente aceite) ou foi a continuação da reconquista cristã?

O processo de expansão portuguesa teve início quando o Infante Dom Henrique, que então era mestre da Ordem de Cristo, deu ordens aos seus navios para explorarem a Costa de África, ao invés de se dedicarem simplesmente ao corso. Entretanto, mandou ocupar a ilha da Madeira, tendo uns cavaleiros da sua ordem sido baptizados como "descobridores" do arquipélago. As explorações henriquinas ficaram na actual Serra Leoa, e para vermos novamente um plano de expansão tivemos que esperar pelo reinado do Príncipe Perfeito, com o qual nasceu o sonho da chegada à Índia. 

Haverá alguma relação entre os descobrimentos portugueses e a tomada de Ceuta? Na minha opinião, não há. Pelo contrário, a expansão portuguesa nasce quando o Infante D. Henrique, atormentado pelo desastre de Tanger (1437), de que foi o principal responsável, se auto-exilou nas praias algarvias, e onde teve tempo e discernimento para se aperceber que em vez de se dedicar ao corso, a sua armada poderia ocupar-me de missões de exploração, não sendo de excluir que a principal motivação fosse a procura de novas fontes de rendimento.

Assim, Ceúta foi o último passo que Portugal deu no processo de reconquista cristã. Era uma praça bem conhecida, não tendo sequer defesa porque sempre foi um centro de trocas comerciais, onde confluiam mercadores de várias proveniências. Tratou-se apenas de uma transferência de soberania de um praça, então sob o controlo dos Almohadas, para o domínio cristão, assim como se tinha verificado na península por diversas vezes (e ainda se verificava em Granada, que apenas passou para  a cristandade em 1492). O mesmo se aplica às restantes conquistas no norte de África, principalmente no reinado de D. Afonso V, que sempre preferiu esta glória à prossecuçãp do plano do seu tio, o Infante D. Henrique. Foi este mesmo espírito de cruzada, em nome da sanha de mata-mouros,  que levou o débil D. Sebastião a empreender a sua trágica aventura de Alcacér Quibir. É a reconquista no terreno histórico do inimigo, quando o perigo já tinha sido eliminado (pelo lado português) no continente europeu. Ceuta, na minha opinião, não foi o arranque para os descobrimentos portugueses. O início deste processo foi a exploração da costa de África e a ocupação da Madeira, e esse legado devemo-lo ao Infante. 

   

publicado por Rui Romão às 14:27
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