. O 4 de Julho

. O ABC da Lealdade

. Viva o 25 de Abril...de 1...

. Mário Soares e a III (ou ...

. A Revolução de 1820

. O Longo Processo de Recon...

. A Maldição dos Primogénit...

. Uma Andaluza à Frente dos...

. A Páscoa

. O Herói dos Heróis

.arquivos

. Setembro 2013

. Agosto 2013

. Junho 2013

. Abril 2013

. Março 2013

. Fevereiro 2013

. Janeiro 2013

. Dezembro 2012

. Novembro 2012

. Outubro 2012

. Agosto 2012

. Julho 2012

. Junho 2012

. Abril 2012

. Março 2012

. Fevereiro 2012

. Janeiro 2012

. Dezembro 2011

. Novembro 2011

. Outubro 2011

. Setembro 2011

. Agosto 2011

. Junho 2011

. Maio 2011

. Abril 2011

. Março 2011

. Fevereiro 2011

. Dezembro 2010

. Novembro 2010

. Setembro 2010

. Agosto 2010

. Julho 2010

. Maio 2010

. Abril 2010

. Março 2010

. Fevereiro 2010

. Janeiro 2010

. Dezembro 2009

. Novembro 2009

. Outubro 2009

. Setembro 2009

. Agosto 2009

. Julho 2009

. Junho 2009

. Maio 2009

. Abril 2009

. Março 2009

. Fevereiro 2009

. Janeiro 2009

. Dezembro 2008

. Novembro 2008

. Outubro 2008

. Setembro 2008

. Agosto 2008

. Julho 2008

. Junho 2008

. Maio 2008

. Março 2008

. Fevereiro 2008

. Outubro 2007

. Agosto 2007

. Junho 2007

. Maio 2007

. Abril 2007

. Março 2007

. Outubro 2006

. Agosto 2006

. Junho 2006

. Maio 2006

. Abril 2006

. Março 2006

.contador

Sexta-feira, 17 de Agosto de 2012

Os Capitalistas Chegaram Tarde a Portugal

Em 1498, no mesmo ano em que Vasco da Gama chegava à Índia, o Rei Dom Manuel anunciava a expulsão dos Judeus. O motivo não era de somenos. O Rei queria casar com Dª Isabel, viúva do Príncipe Dom Afonso, e a exigência dos Reis Católicos, seus futuros sogros, foi este aplicar a mesma medida que haviam tomado em Espanha. Portugal viu-se assim privado de uma casta de letrados e de homens de negócios no momento em que mais precisaria deles, nas vésperas da exploração da Rota do Cabo. Tivessem os judeus sido protegidos e o negócio das Índias teria sido muito diferente, com proveito para o país. A este estrangulamento da elite comercial no século XVI, segue-se o período filipino, que foi para Portugal um tempo de estagnação. Uma corte longínqua, atacados no nosso império, seja a Oriente seja no Brasil, principalmente pelos holandeses. Com a Restauração o país canalizou todos os recursos para a guerra e não obstante a tentativa do Conde da Ericeira, o chamado Colbert português, de modernizar o tecido produtivo, continuámos na penúria até ao final do século XVII.

O século XVIII é o século da Revolução Industrial, mas em Portugal não se produzia nada, porque na primeira metade vivíamos anestesiados pela letargia do ouro brasileiro, que conduziu à inacção. O pensamento do português de então era o seguinte: para quê produzir se os quintos do ouro brasileiro permitiam comprar tudo no extrangeiro? Erro crasso. Delapidámos esses proveitos a comprar ao exterior e não investimos nos meios de produção internos. Na segunda metade do século, quando o ouro brasileiro já escasseava, esboçou-se uma reacção pela mão de Sebastião José, que tentou tornar Portugal um país de mercadores, mas 27 anos não foi suficiente para mudar um país. O final do século é abalado pela Revolução Francesa, que haveria de marcar o início do século XIX em toda a Europa, incluindo Portugal. Em1808 acorte está no Brasil, o país é invadido 3 vezes pelos franceses. Do jugo francês passámos ao jugo inglês, do qual também nos livrámos, mas nenhum deles foi tão pesado como aquele imposto pelos próprios portugueses, na sequência da revolução liberal. A reacção absolutista à instauração do liberalismo conduziu à guerra civil, com vitória dos liberais. Mas a vitória liberal também não devolveu ao país a paz que este precisava para prosperar. Liberais radicais e liberais moderados viveram em constante conflito, até metade do século. Em 1851 com o golpe da Regeneração, Portugal entra finalmente nos trilhos da normalidade, vivendo o período de maior crescimento e progresso da sua história, muito por obra de um político muito pragmático, completamente arredio de questiúnculas políticas e ideológicas, e sem grande doutrinação política. Esse político foi Fontes Pereira de Melo. Foi no seu consulado que surgiram as primeiras indústrias, como a CUF, cujo principal accionista era o Conde de Burnay. Surgiram as obras públicas, com destaque para os caminhos-de-ferro, e as avenidas novas. Foi o telégrafo, o aparecimento dos bancos, seguradoras, enfim, foi o despertar de um país, com quase meio século de atraso face aos congéneres europeus.

Foi preciso esperar até ao final do século XIX para aparecerem em Portugal os primeiros grandes empresários. O maior de todos foi Alfredo da Silva, a quem já dediquei alguns posts, e a sua obra só pode ser comparada com outro grande vulto do capitalismo português, já na segunda metade do século XX: António de Sommer Champalimaud.

No próximo post, farei uma análise comparativa à obra de ambos.

publicado por Rui Romão às 08:57
link do post | comentar | favorito
|
1 comentário:
De tia altisidora a 20 de Agosto de 2012 às 19:11
Fontes Pereira de Melo.....¿por cauces de olvidada sensatez?

Comentar post

.D. Afonso Henriques


.

.pesquisar

 

.Setembro 2013

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
15
16
17
18
19
20
21
22
23
24
25
26
27
28
29
30

.tags

. todas as tags

.contador

.contador

blogs SAPO

.subscrever feeds