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Segunda-feira, 10 de Março de 2008

Portugal e o Capitalismo

 

A fragilidade estrutural do nosso tecido económico não é novidade para ninguém. A nossa revolução industrial começou tarde, vivemos num estado de não-Estado (passo o pleonasmo) entre  1910 e 1926, tivemos o condicionamento industrial até 1974 , seguiram-se as nacionalizações revolucionárias, ou seja pior era impossível. Bem vistas as coisas, entramos na economia de mercado em finais da década de 80 (!) com as reprivatizações cavaquistas, quando os países mais avançados entraram no início do século XIX.

É certo que existem os chamados "milagres económicos", dos quais foram percursores japoneses e alemães, nações renascidas das cinzas da guerra, na década de 80 começou-se a falar nos Tigres Asiáticos, e no final de 90 nos BRIC.

No entanto estes exemplos são meros epifenómenos, condicionados por condições específicas que não são fáceis de reproduzir.

A questão da fraca iniciativa empresarial no nosso país explica-se por todos estes factores conjunturais, mas creio que não explicam tudo. A análise mais célebre no domínio socio-psicológico da mentalidade capitalista "Ética Protestante e o Espírito do Capitalismo", do eminente sociólogo Max Weber, explica a assimetria empreendedora pela religião, apresenta como óbice ao desenvolvimento do capitalismo a religião católica, expressa no conhecido adágio popular "mais depressa passa um camelo pelo buraco de uma agulha do que um rico no reino dos ceus". Antero de Quental, um dos pais do socialismo português, identificou a religião católica e o sistema monárquico como a causa da "decadência" dos paises ibéricos.

Ambos os argumentos caem por terra ao analisarmos a monárquica (ou pelo menos juancarlista) e católica Espanha, com taxas de desenvolvimento que a colocará porventura, numa década, nas 5 primeiras economias do mundo.

Numa análise à la légere, no século XX tivemos apenas 3 capitalistas dignos desse nome: Alfredo da Silva, António Champallimaud e Belmiro de Azevedo. Hesito em considerar Américo Amorim neste lote, contudo se tivesse que escolher um 4º nome seria sem duvida sobre si que recairia a minha escolha.

De todos estes nomes, o que mais me fascina é sem dúvida o primeiro. Alfredo da Silva é muito justamente considerado o primeiro empresário português. A sua obra foi reconhecida ao ponto de merecer a honra de figurar na toponimia e estatuária do Barreiro. Não deixa de ser paradoxal que, no século passado, a cidade com maior concentração operária do país tenha rendido homenagem ao expoente máximo do capitalismo. Farei, no próximo post, uma breve análise à sua biografia.

publicado por Rui Romão às 17:00
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1 comentário:
De Rui Felizardo a 18 de Março de 2008 às 10:05
Caro Rui!
Fico então a aguardar a Biografia do grande Alfredo da Silva!

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